Meu nome é Hayden Gates, tenho 19 anos e sou de uma boa família de advogados com um pé na política, daquelas conservadoras, que a foto sempre está no jornal, enfim, toda aquela baboseira. Eu estudo moda em Paris, já que sempre fui apaixonada pela língua e pelas ruas dessa cidade tão encantadora, mas tranquei um semestre para morar em uma outra paixão chamada Roma por seis encantadores meses, algo como um pequeno sonho que se realizou.
Eu não sou natural de lugar algum, eu digo, até porque em nenhum lugar em que eu nasci ou já tenha vivido me satisfez como essa cidade em que moro desde que me formei no colégio como um suborno de meus pais para me tirarem logo de Nova York e pararem de passar vergonha a cada foto minha que aparecia pelos jornais, revistas ou sites de fofoca. Nada que eu achasse grande coisa, mas para eles parecia, então lógico que aproveitei. E é ótimo. Assim, morando tão longe e sozinha, ninguém desnecessário pode saber que eu, na verdade, sou garota de programa.
É um bom trabalho, apesar de ser mal visto e dito como pecado e poder acabar em questão de segundos com a reputação de toda minha família. Seria até legal, já que, se tem coisa que me excita mais que transar com desconhecidos bonitinhos por dinheiro, é ver o circo pegar fogo. Eu sairia praticamente ilesa, mesmo, com a conta bancária que criei com todos os meus programas, mas isso não vem ao caso.
O problema é como uma garota como eu, rica, dona de minha própria vida e tão linda como meus pais deixaram ser com uma descendência que nunca me interessei em descobrir, acaba virando prostituta? A síntese seria algo como "sou inconsequente e gosto de aparecer". A cada canto há pessoas invejando meus cabelos loiros, compridos e bem tratados, meu rosto exótico, minha pele perfeita, minhas roupas da moda mais cara, minha maquiagem impecável e meu carro magnífico que eu nem sei ou preciso saber o nome por ter sempre alguém muito bem disposto a me ajudar na hora da troca. Por que não rir de suas irônicas palavras ( "ui, ela é de luxo!" ) por falarem algo que, no fundo, pensam ser mentira mas é verdade? Mas isso é só ironização. A verdade é que sou ambiciosa e sem qualquer sentimento apaixonado que dure mais que um fim de semana. Gosto de ter uma pessoa a cada noite, sendo homem, mulher ou indefinido. Amá-los por um dia, ser a única pessoa da mente deles por todo aquele momento e ainda ser paga por isso? Admita: até você queria estar no meu lugar.
Mas eu nunca tinha realmente pensado nisso até minha formatura, quando fui festejar com umas amigas e um estrangeiro muito lindo, devo dizer, me ofereceu certa quantia para dormir com ele. Nunca fui de negar novas experiências e logo acabei gostando. Mais logo ainda, a diversão virou um trabalho literalmente prazeiroso.
Foi em uma festa dessas que conheci o Blake, até, mas isso é outra história e eu fico por aqui.
Na próxima vez eu apareço com alguma boa história sobre sexo com estranhos, não se preocupem, só achei melhor me apresentar antes de começar a contar.
E para um bom clichê,
xoxo,
Hayden G.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
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